EUA: Saiba quais são os erros mais comuns dos brasileiros no processo de visto
Dados oficiais do Departamento de Estado dos Estados Unidos indicaram que a taxa de recusa dos vistos de turismo e negócios, nas categorias B1/B2, para brasileiros foi de 14,87% em 2025. Isso significa que aproximadamente 85% das solicitações foram aprovadas. Apesar do índice favorável, milhares de pedidos ainda são negados todos os anos, muitas vezes por falhas que poderiam ser evitadas com planejamento, atenção aos requisitos e melhor compreensão do processo.
A advogada de imigração Ingrid Domingues-McConville, que atua nos Estados Unidos há 31 anos, afirma que muitos brasileiros iniciam a solicitação sem orientação jurídica adequada. Segundo ela, alguns erros aparecem com frequência e podem comprometer a análise do pedido.
Por isso, a preparação deve começar pela leitura das exigências oficiais, pelo preenchimento dos formulários e pela organização das informações. A coerência entre objetivo da viagem, documentos e respostas é essencial para evitar inconsistências que prejudiquem a avaliação.
Um dos problemas mais comuns é escolher a categoria de visto incorreta. Cada modalidade possui exigências próprias e deve ser definida de acordo com o perfil, o objetivo da viagem e o histórico de cada candidato. Informações profissionais, financeiras, familiares e migratórias precisam ser avaliadas de forma individual antes da escolha da estratégia.
Outro erro frequente está na documentação. Um processo consistente não depende da quantidade de papéis apresentados, mas da capacidade de comprovar exatamente o que a legislação exige para determinada categoria. Documentos incompletos, inadequados ou contraditórios podem enfraquecer a solicitação e gerar dúvidas durante a análise.
Confiar exclusivamente em informações encontradas na internet ou em relatos de terceiros também pode levar a decisões equivocadas. Vídeos, redes sociais e experiências de conhecidos não substituem uma avaliação individual. A legislação migratória dos Estados Unidos é técnica, e cada situação reúne características específicas que precisam ser consideradas.
A entrevista consular é outra etapa decisiva. Mesmo quando a documentação está organizada, respostas contraditórias, informações diferentes das registradas nos formulários, excesso de explicações, falta de objetividade ou tentativa de esconder fatos podem prejudicar o pedido. Clareza e coerência são fundamentais durante a entrevista.
Também é um erro repetir a mesma estratégia após uma negativa. Ter um visto recusado não significa, necessariamente, que não exista possibilidade de uma nova solicitação. No entanto, reapresentar o mesmo pedido, com os mesmos documentos e sem compreender as razões da decisão anterior, pode reproduzir os mesmos problemas.
Antes de tentar novamente, é importante analisar o motivo da recusa, revisar as informações apresentadas e verificar se houve mudança relevante no perfil ou nas circunstâncias do candidato. Uma nova solicitação deve considerar as exigências da categoria escolhida e os pontos que precisam ser esclarecidos. Planejamento, consistência e conhecimento das regras ajudam a reduzir falhas e tornam o processo mais organizado e seguro.



